CENTRO DE ANDROLOGIA E UROLOGIA

Tratamento da incontinência urinária na mulher.

         Os dois tipos principais de incontinência urinária são a incontinência de esforço (ao tossir, espirrar, etc.) e a incontinência com urgência (associada a um desejo súbito de urinar). As opções de tratamento, para estas condições, podem variar desde uma redução da ingesta de líquidos, fisioterapia, medidas comportamentais e até cirurgias, nos casos mais complexos.

         O resultado de qualquer tratamento ficará comprometido por aspectos evidentes, mas nem sempre considerados. Assim, um medicamento, que produz uma melhora significativa, pode não ser suficiente para pessoas que têm dificuldade em chegar ao banheiro, despir-se ou mesmo perceber que a bexiga está cheia.

         Pacientes que apresentam diabetes descompensada (taxas elevadas de glicose) urinam um maior volume diário, estando, portanto, mais sujeitos à incontinência. Da mesma forma, uma ingesta de líquidos acima do normal pode piorar uma incontinência urinária.

         Em relação à fisioterapia, o fortalecimento da musculatura pélvica geralmente traz efeitos benéficos, no controle da incontinência urinária, especialmente nos tipos mais leves.

         Atualmente, há uma série de medicamentos dirigidos para o tratamento de todos os tipos de incontinência urinária, entretanto os resultados são melhores naqueles casos associados à urgência.

         A cirurgia para incontinência urinária evoluiu muito nos últimos anos. Nos casos mais comuns, a maior parte das pacientes são operadas em regime ambulatorial ou permanecem apenas 24 horas no hospital. Aproximadamente 90% das pacientes apresentam resultados satisfatórios com a cirurgia.

         É importante que se faça uma avaliação criteriosa da paciente e suas condições, incluindo os defeitos do assoalho pélvico (bexiga caída), antes da seleção do tipo de tratamento a ser instituído. Condições associadas, como a falta de hormônios após a menopausa, a constipação intestinal, as infecções urinárias (cistites) devem ser pesquisadas e tratadas. O tipo de tratamento para cada caso deve ser individualizado e, em certas condições, até uma combinação destes tratamentos pode vir a ser necessária.

         Mulheres submetidas a várias cirurgias, geralmente, apresentam problemas mais complexos e a resolução nem sempre é tão simples. Estima-se que 75% das mulheres operadas mais de duas vezes, por incontinência urinária, ainda apresentem perdas involuntárias de urina.

Dr. Márcio Averbeck

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